Segunda. Dia de retomar a rotina. Dormia tranquilamente quando ouço meu celular apitar. “Nova mensagem de Justin Finkle”.
“Ok, estarei pronta. Beijos. — Megan”
Respondi. Em seguida olhei para a hora. Abri melhor o olho para ter certeza. Estava super atrasada. Levantei da cama em um pulo, quase caindo e fui direto ao banheiro. Lavei o rosto escovei os dentes. Depois fui rápido até o armário onde peguei a primeira roupa que vi na minha frente. Uma calça jeans azul clara e uma blusa branca básica. Depois de me vestir peguei meu All Star azul escuro e calcei. Em menos de 15 minutos o Justin estaria chegando e eu ainda precisava arrumar algo para comer. Estava morrendo de fome. Peguei a minha mochila e coloquei alguns livros que estavam na mesa, como tinha estudado bastante no fim de semana. Sai do quarto rápido e fui até a cozinha. Abri a portinha do armário da cozinha. Não tinha muita coisa. Meu dinheiro estava no fim e eu precisava reabastecer minha casa. Iria ter de esperar um pouco. Hoje a noite começava meu novo emprego na cafeteria Starbucks. Peguei o resto de cereal e um pouco de leite. Era o suficiente. Estava terminando de comer quando ouvi a campainha. Levantei e fui andando, rapidinho até a porta. Tropecei no meu próprio pé, meus cadarços estavam desamarrados. Cai chegando perto da porta. Levantei rápido, ainda estava com cereal na boca. Destranquei a porta. — Entre — Falei, quase me engasgando, terminei de engolir o cereal. — Só vou amarrar os cadarços, por segurança — Falei, rindo. Depois me levantei e peguei a minha mochila. — Vamos? — Perguntei ao Justin. — Nossa, como eu sou mal educada, nem pra dar um “Oi” descente — Me aproximei dele e dei um abraço, sorrindo. — Heeeey! Quanto tempo — Disse animada. E em seguida comecei a rir.
Entrei assim que Megan abriu a porta. ─ Tá tudo bem? ─ Perguntei meio curioso pelo barulho que tinha escutado do lado de fora da porta. ─ Sorri quando ela falou do cardaço desamarrado, na hora imaginei Megan escorregando porque estava correndo para abrir a porta, e comecei a rir. ─ Vamos! ─ Ainda estava sorrindo da situação de Megan. ─ Verdade. sua mal educada… Passa dias sem me ver e é assim que me trata, como um lixo, como um cachorro abandonado. Estou muito magoado… Vou me embora. ─ Disse caminhando para o lado de fora da casa. Estava com meu lado dramático ativado… ─ Não esperava isso de você, você realmente quebrou meu coração… ─ Não aguentei e cai na gargalhada. Retribui o abraço da garota. ─ Senti sua falta… Nem pra ir me visitar né? O que aconteceu? ─ Perguntei curioso. ─ Saio da casa da jovem e espero ela fazer o mesmo para irmos para o colégio.
Avril Lavigne | Here's to Never Growing Up



Atividade da semana: Trilha sonora.
Música: Firework, by Katy Perry.
Filme: Madagascar 3
Justin Finkle
Descrição: Uma música que fizesse parte da trilha sonora de algum filme, esse era o tema da atividade da semana. Eu particularmente tinha adorado o tema, bem criativo. Assim que o professor anunciou qual seria a atividade, eu já sabia o que iria cantar. Uma música que eu sempre gostei, e que me ajudou muito em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Essa música é um hino pra mim, e para muito outros jovens que viveram coisas parecidas com a minha, como problemas de aceitação; não estou só falando de homossexualismo, e sim também de pessoas que não se aceitam do jeito que são, como por exemplo com seu peso, sua altura. Essa música fala que todos nós temos um faísca dentro nós e que só devemos deixá-la brilhar. Essa música fez parte da trilha sonora do filme Madagascar 3.
Minha apresentação seria feita no auditório do colégio. Queria fazer uma super performance, afinal, a música pedia tudo isso. Também iria fazer uma versão acústica, meio country da música. Katy performou a música nessa versão algumas vezes, e as que mais ficaram conhecidas foi no especial de natal do programa da Ellen DeGeneres, e no The 12th Annual A Home For The Holidays. E como amei essas performances, achei melhor fazer de um jeito parecido. O palco tinha sido preparado especialmente para minha performance. Uma cortina de luzes de led foi colocada no fundo do palco, quando ligada dava impressão de uma cachoeira, e essas luzes mudavam de cor, conforme o programado. Como a minha última performance tinha sido um fiasco, resolvi dar o melhor de mim nessa. Um microfone com o pedestal foi colocado no centro do palco. O pedestal e o microfone era coberto por pedrinhas coloridas, assim como o da Katy durante algumas performances na ‘California Dream Tour’ na performance de ‘I Kissed A Girl’ por exemplo, a qual Katy chamava um garoto e lhe beijava na bochecha, e depois desejava a música para todas garotas presentes no show. Durante a minha performance, uma fumaça branca invadiria o palco, o que daria a impressão que eu estaria nas nuvens.
Não foi só no palco que caprichei, e sim no meu figurino também. Queria que tudo ficasse perfeito. Eu estava usando uma camiseta branca, com um decote v e a gola vermelha, uma calça jeans também na cor branca, e um tênis vermelho. Meu cabelo no mesmo penteado de sempre, e agora estava com um relógio vermelho em meu braço. O vermelho daria destaque a minha roupa.
Performance: Finalmente chegou a minha vez. Eu estava no centro do palco, e meus colegas sentado nas poltronas do auditório. Estava meio nervoso, a performance de “Perfect” na qual eu tinha saído chorando da sala do coral me fez perder um pouco a confiança que eu tinha em mim. Não queria estragar tudo dessa vez, já que essa música me fazia lembrar de várias coisas que eu gostaria de esquecer. Mr Schuester pigarreou e voltei dos meus pensamentos. Sorrio meio constrangido e me desculpei: ─ Desculpa, tive um devaneio. ─ Sorrio novamente e me apresentei. ─ Bom, como ontem eu não consegui me apresentar, por motivos pessoais, eu vou fazer isso hoje… Meu nome é Justin, tenho 16 anos, quase 17… ─ Sorri brincando. ─ E ainda não sei o que quero para o meu futuro, eu ao menos sei quem eu sou… ─ Um sorriso meio constrangido surge em meu rosto. ─ Mas vamos à atividade de hoje… Eu vou cantar Firework, da minha cantora preferida, Katy Perry. A música fez parte a trilha sonora da animação Madagascar 3, e espero que gostem… ─ Abaixo minha cabeça e e seguro minhas mãos. A banda começa tocar, e o som do country invade o local. Essa versão era linda, e tinha certeza que a Gene iria amar. Levanto a cabeça e a primeira pessoa que olho é a loira. Lanço um grande sorriso para ela e começo a cantar, mexendo um pouco os braços. ─ Do you ever feel, like a plastic bag, drifting through the wind, wanting to start again. ─ Levantei minha mão esquerda no ar, e fiquei fazendo movimentos, e mexendo meus dedos, como se minha mão fosse uma sacola plástica flutuando pelo vento. ─ Do you ever feel, feel so paper thin, like a house of cards, one blow from caving in. ─ O palco ainda estava todo escuro, exceto por um holofote que me iluminava. ─ Do you ever feel, already buried deep, six feet under screams, but no one seems to hear a thing.─ Fazia leves movimentos com minhas mãos para baixo, e depois coloco a direita sobre o microfone. Nesse momento a fumaça branca, produzida por gelo seco, começa a invadir o palco. Era um efeito lindo. ─ Do you know that there’s, still a chance for you, cause there’s a spark in you… You just gotta, ignite the light. ─ Ia aumentando o tom da minha voz, conforma a música pedia. ─ And let it shine, just own the night. ─ Fui levantando minha mão lentamente. ─Like the 4th of July. ─ Coloquei as duas mãos no microfone. ─ Cause baby you’re a firework, come on show ‘em what you’re worth… ─ Assim que eu disse “Cause” as cortina de luzes de led se acenderam na luz azul, e o palco já estava tomado pela fumaça branca. Isso tudo produziu um efeito lindo. ─Make ‘em go “Ah, ah, ah!” As you shoot across the sky “Ah, ah!” ─ Minhas mãos dançavam no ar, e em cada “ah” que eu cantava as luzes de led mudavam de cor, azul, verde e vermelho. ─ Baby you’re a firework, come on let your colors burst. ─ Coloquei minhas mãos no meio peito, e fui tirando lentamente, acabando de braços esticados. ─ Make ‘em go “Ah, ah, ah!” You’re gonna leave them all in “ah, ah, ah” ─ Novamente nos “ah, ah, ah” a cortina de led mudava de cor. ─ Uma pequeno solo e eu continuo cantando. ─ You don’t have to feel, like a wasted space, you’re original, cannot be replaced… ─ Apontei para os meus colegas, sem apontar para alguém especificamente. ─ If you only knew, what the future holds, after a hurricane comes a rainbow. ─ Quando disse “Rainbow” A cortina de led ficou com as 7 cores do arco-íris e voltou ao normal, cor azul. Foi um coisa rápida mais que deve ter sido lindo de ver. ─ Maybe a reason why, all the doors are closed, so you could open one that leads, you to the perfect road, like a lightning bolt, your heart will glow, and when it’s time, you’ll know. ─ Meus colegas começaram a cantar baixinho essa estrofe comigo, o que me deixou bastante emocionado, e as vozes deles se completando com a minha tinha ficado lindo. ─ You just gotta, ignite the light, and let, let it shine, just own the night, like the 4th of July ─ Novamente o tom da minha voz ia aumentando de acordo com a música. ─ Cause baby you’re a firework, come on show ‘em what you’re worth, make ‘em go “Ah, ah, ah!” As you shoot across the sky “Ah, ah!” ─ Levantei minha mão direita pra cima, e cantava com emoção, sempre olhando para meus colegas. ─Baby you’re a firework, come on let your colors burst, make ‘em go “Ah, ah, ah!” You’re gonna leave them all in “ah, ah, ah” ─ As luzes de led sempre “dançando” atrás de mim. ─ Boom, boom, boom, even brighter than the moon, moon, moon. It’s always been inside of you, you, you, and now it’s time to let it through. ─ Cantei com meus braços abertos, olhando para cima. eu estava bem emocionado com tudo isso. ─ Cause baby you’re a firework, come on show ‘em what you’re worth, make ‘em go “Ah, ah, ah!” As you shoot across the sky “Ah, ah!” ─ Meus colegas fizeram os “ah, ah, ah” comigo, e levantei minha mão para o alto quando cantei “Sky-y-y” ─ oh, oh… Boom, boom, boom, even brighter than the moon, moon, moon. Boom, boom, boom, even brighter than the moon, moon, moon. ─ cantei a ultima parte inteira olhando pro alto. Só voltei a olhara para meus colegas quando eu ouvi os aplausos. Faço uma pequena reverencia em sinal de agradecimento, e o palco se apaga por completo. Observo a escuridão por um tempo e deixo o local. Estava muito satisfeito com o resultado da minha apresentação.
Acordei animado para ir para o colégio nessa segunda de manha, talvez seja fazia dias que eu não ia pra escola, e a ideia de rever os amigos me animava. Mesmo morando um na frente do outro, fazia dias que eu e Megan não conversávamos. Sentia falta da minha amiga, e de contar as coisas pra ela. eu e a garota tínhamos uma amizade bastante forte, e eu sentia muita falta disso. antes de levantar pego meu celular e mando uma mensagem para a garota.
“Hey Megan, vamos para escola juntos? Daqui meia hora passo ai… Bjs ─ Justin.”
Mensagem enviada… Espero a resposta da garota, que não demora muito à chegar. Me levanto e tomo um rápido banho, porem bem relaxante. Visto uma roupa bem casual, pego meu material escolar e desço as escadas.
Ainda nas escadas já era possível sentir o cheiro do delicioso café que tinha acabado de ser passado pela loira da casa. Chego por trás e dou um abraço na minha tia, beijando-a no rosto. ─ Bom dia, tia! ─ Disse bem entusiasmado. Nãos ei porque, mas estava bem feliz, a noite ontem com Blaine, Lucca e Meredith tinha sido ótima, meu sábado foi um dos melhores e minha quarta feira foi inesquecível. Essa mudança para Lima estava me fazendo muito bem. A loira responde meu bom dia e fala sobre como eu estava animado, sorrio pra ela e me sento na mesa. ─ Lucca tá dormindo? ─ Perguntei curioso. ─ Ela disse que achava que sim, que eu tinha acordado muito cedo. ─ Sim, é que hoje vou andando com Megan. ─ Expliquei sorrindo o motivo de ter acordado cedo. Não morava longe da escola, mas era um bom percurso. Ainda mais para dois amigos que estão dias sem conversar, e precisam de muito tempo pra colocar os assuntos em dia.
Tomei um xícara de café e comi ovos com bacon… Estava tudo maravilhoso. ─ Obrigado tia, mas já vou… E avisa pro Lucca que eu fui mais cedo e coisa. ─ Me levantei e dei dois beijos na loira. Coloquei a bolsa nas costas e sai de casa. Atravessei a rua e logo estava na casa de Megan. Fui até a porta e toquei a campainha. Ouço barulho de alguma coisa caindo, e sorrio, pensando em como Megan era desastrada.
Beijo o garoto com desejo, passando a mão sobre o corpo do garoto, sentindo o calor de seu corpo junto ao meu. Finalmente consegui fazer o que queria, enquanto beijo o menino, levo ele até a parede nossos lábios se afastam e eu começo a beijar o pescoço de Justin novamente, colocando a mão na bunda do menino apertando com força.
Olho para ele —Estava esperando por esse momento a manhã inteira— Sussurro dando pequenas mordidas no pescoço do menino. Derrubo todos os livros que estavam na mesa e coloco o Justin em cima, beijo os lábios do garoto com desejo, ficamos assim por um tempo e logo nos afastamos, olho bem nos olhos dele e dou um grande sorriso, recuperando o folego, passo a mão por de baixo da camisa de Justin e percebo o quanto ele é definido, começo a tirar a camisa do mesmo. Jogo a camisa no chão e junto o corpo de Justin com o meu, aperto forte e coloco a mão nos cabelos do garoto, puxando-os fraco. Começo a beija-lo mais intensamente. Não sei porque estou fazendo isso, não sou de ficar com um cara logo no primeiro dia que conhece, mas o garoto tem um coisa que… Chamou atenção em mim, não sei o que é, mas pretendo descobrir…
O beijo só se intensificava, e eu era dominado por Jason. Que passava sua mãe em mim, me fazia delirar e gemer de prazer. Sou levado até a parede, e me entrego ao rapaz enquanto ele beijava o meu pescoço, passando minha mão sobre as costas larga do loiro. Nos afastamos um pouco, e respiro rapidamente, retomando o folego. Ele diz que estava esperando por esse momento a manha inteira. Mordi meu lábio inferior em resposta e revirava os olhos com as mordidas que eu levava no pescoço.
Jason derruba os livros da estante no chão, fazendo um estardalhaço no local. ─ Sua vó! ─ Disse tentando alertar o garoto para o barulho que estávamos fazendo. Mas o garoto não estava nem ai e logo sou colocado em cima da escrivaninha e voltamos à nos beijar. Nosso beijo continha bastante desejo, o calor dos nossos corpos eram intenso, o que deixava tudo mais gostoso. Nos afastamos e retribuo o sorriso do garoto, recuperando meu folego. Passo a mão no abdômen de Jason e vou descendo minha mão, até chegar aonde queria; no membro do garoto. Sentia seu pênis ereto por cima da bermuda que ele vestia e o massageava. Não estava acreditando que estava fazendo aquilo. O garoto me fez descobrir um lado meu que eu não conhecia, mas estava amando conhecer. Nunca me imaginei trasando com um cara que tinha acabado de conhecer. Já que minha primeira transa tinha sido com um cara que eu já conhecia à um bom tempo. Jason tira minha camisa e junta nossos corpos um ao outro. coloco minhas mãos nas costas do garoto por dentro da camiseta e começo a arranhá-lo, em seguida lhe tirando a camiseta. Agora estávamos corpo à corpo e aquilo era a melhor sensação do mundo. Enquanto nos beijávamos freneticamente eu ia passando minhas mãos pelas costas do rapaz.
Logo chegamos no meu quarto, fecho a porta quando entramos. Seguro fraco o braço de Justin e falo —Fique aqui e não olhe— Dou um sorriso para o garoto, colocando ele no centro do quarto. Me afasto dele e vou até a gaveta, pego um pano e vou até o garoto, me aproximo devagar por trás do garoto, passo a mão delicadamente em sua barriga, tampo os olhos do garoto com o pano. —Ainda não confio em você— Sussurro em seu ouvido, mordo de fraco a orelha de Justin e puxo até soltar.
Dou a volta passando a mão sobre o corpo definido do garoto ficando na frente dele. —Ta sentindo isso?— Pergunto passando a mão sobre o rosto do menino, espero a resposta do mesmo —E isso?— Começo a beijar o pescoço do garoto subindo devagar em direção sua boca, quando fico bem próxima dela digo — Quero que sinta isso— Tiro o pano do garoto, olho bem fundo nos olhos dele, coloco a mão em sua nuca e puxo ele contra os meus lábios.
Chegamos no quarto do garoto, entro meio sem jeito no local que já conhecia e observo Jason fechar a porta. Não sei se ficava desapontado ou tranquilo que o garoto não tinha trancado a porta; desapontado porque com certeza não aconteceria nada, já que a avó dele poderia acordar e entrar ali à qualquer momento, e tranquilo porque também estava com medo do que podia acontecer se ficássemos sozinhos, como agora. Sinto seu toque em meu pulso e fico levemente arrepiado. Sou colocado no centro o quarto e fechei os olhos assim que o loiro disse pra mim não olhar. Ouço barulho de gaveta se abrindo e depois de gaveta se fechando, fico imaginando o que o garoto estava fazendo e o que ele queria me mostrar, mas quando fui dar uma espiadinha ele passou um lenço tampando meus olhos. Me arrepio inteiro quando ele dizia que não confiava em mim, e senti minhas pernas tremerem quando ele morde minha orelha.Estava muito excitado e já tinha uma ideia do que aconteceria daqui pra frente. Sinto a mão do garoto sobre meu corpo definido, queria beijá-lo e jogá-lo naquela cama e despi-lo, sentir o corpo do loiro junto ao meu, mas estava sem reação, só esperando o que ele tinha pra me mostrar. ─ Sim! ─ Respondi baixo. Sinto a mão do garoto em meu rosto e fecho os olhos delirando. ─ Também! ─ Disse e logo senti o garoto beijando meu pescoço, o que em arrepiou inteiro. Eu queria muito aquilo, desejava o garoto mais que tudo, sentia um calor possuindo nos corpos conforme ele me beijava no pescoço. Sinto ele tirando a venda de meus olhos e olho nos olhos do garoto. Ele puxa minha cabeça para junto da sua e estávamos nos beijando. Finalmente mexo minhas mãos e passo pelo corpo do garoto. Era um beijo intenso e cheio de desejo, sentia meu folego indo embora enquanto praticamente nos engolíamos no centro do quarto do garoto.
Sinto o toque do garoto em minha mão, sinto uma forte vontade de segura-la, dou um sorriso para ele. Continuamos a andar até que chegamos em casa, abro a porta e falo um pouco alto —Vó, cheguei— Olho para o sofá e vejo a velha dormindo abraçada com Spike, dou um grande sorriso —Olha isso— Sussurro para Jason. —Acho que teremos um tempo sozinhos— Falo mais próximo do ouvido do garoto, não sei porque falei assim, eu poderia ter falado “Vamos subir, daqui a pouco ela acorda, não é de dormir muito”, mas não, falei de uma forma seduzente ao ouvindo do garoto.
—Vamos subir? Quero te mostrar uma coisa— Falo baixo subindo as escadas e sorrindo para Justin.
Finalmente chagamos na casa do garoto, não sei porque, mas queria chegar no local logo. A senhora avó de Jason e meu cachorro, Spike, dormiam abraçados na sala. Percebo que Jason tinha ficado bem contente com a ideia e um largo sorriso surgiu no rosto do rapaz. Ok? Sorri também, e o garoto se aproxima e sussurra em meu ouvido. Não pude deixar de me arrepiar com o toque. Fiquei contente com a ideia de um tempo sozinho. Queria muito ter um tempo a sós com o rapaz, mesmo estando com um pouco de medo com o que podia acontecer. Quase beijei o mesmo ali em baixo mesmo, mas só me segurei quando ele disse que tinha uma coisa pra me mostrar. ─ Cla-claro… ─ Gaguejei um pouco e subi as escadas atrás do garoto.
O garoto sai do banheiro e fico la por um tempo, me olho no espelho e relembro o que acabara de acontecer, dou um sorriso para meu reflexo e digo baixo —Vai lá e beija ele, tá na cara que ele também quer— Saio e encontro o garoto me esperando do lado de fora, sinto uma forte vontade de fazer o que estava pensando, agarra-lo e beijar com vontade aqueles lábios. Meu coração fica batendo mais forte, fico meio tenso, mesmo não tendo feito nada, minha coragem acabou, não sei porque, tenho medo de qual será a reação de Justin depois que eu beija-lo, não sei o que ele vai dizer, como vai reagir. Mas eu tenho que fazer isso.
—Então… Vamos lá para casa?— Pergunto dando um sorriso para o menino. Começamos a andar, fico olhando para baixo pensando em como vou beija-lo, eu vou fazer isso, porem não sei o momento certo. —Você… Tem namorada?— Pergunto olhando tímido para o garoto e logo depois para o chão. Sinto que começo a ficar vermelho.
Jason demora um pouco no banheiro, pensei que tinha feito algo errado que tinha deixado o garoto sem jeito. Mas eu tinha mesmo, quase tinha beijado o menino. ele deve ter ficado assustado. Não estava aguentando mais, precisava sentir aqueles lábios no meu, precisava senti-lo. Me perguntava aonde estava aquele Justin de minutos atrás que só queria a amizade de Jason, isso tinha mudado completamente, agora eu sentia uma intensa atração pelo loiro. Finalmente o rapaz sai do banheiro, o que deixa meu coração mais leve. Nossos olhares sem cruzam e o desejo dentro de mim só aumenta. Eles e aproxima e sinto meu coração acelerar. ─ Sim… Claro! Vamos… ─ Queria muito ir na casa dele, mas sentia um pouco de medo no que podia acontecer se ficássemos sozinhos. E se eu atacasse o garoto? Mas ia tentar me segurar e não ficar muito tempo sozinho com o loiro. Saímos do estabelecimento e começamos fazer o percurso de volta para a casa de Jason. ─ Não… não tenho namorada. ─ Digo sorrindo e olhando para o rapaz. Estávamos andando e sem querer minha mão esbarra na mão do garoto. Sorrio e tento disfarçar olhando para o chão.
A música tinha sido finalizada divinamente por Justin, que olhara pra mim na última parte. Dessa vez não corei, apenas dei um soriso tímido. Ele se apriximou e eu agradeci as pessoas presentes que aplaudiram. Voltei minha atenção a Justin e ele sussurou em meu ouvido, e eu rebati. — Não. Nós fomos incríveis. — Lambi o lábio inferior e logo descemos do palco. Outra dupla já tinha subido no palco e cantavam uma música lenta e romântica que eu não reconheci. Eu ainda estava eufórico pelo o que tinha acabado de acontecer. Eu e o moreno nos distanciamos da área do karaokê, e estavamos perto do boliche novamente. — Ei, o que quer fazer agora? — Perguntei em um tom de voz meio alto. Talvez pelo “costume” do som alto do palco. — Podemos comer, ou ir direto pra nossas casas. Eu não sinto muita fome. — Dessa vez, minha voz já estava saindo em um tom baixo, como de sempre. Eu o olhava nos olhos, esperando sua resposta. Não sabia o que estava rolando. Talvez, nunca saberia. Mas, era bom estar aproveitando o fim de quarta desse jeito. Ao menos sabia que horam eram, mas queria estar ali com ele mais um pouco. — Quer saber? Vamos comer algo. Eu ainda não quero ir pra casa. — O peguei pelo pulso antes mesmo dele responder qualquer das minhas perguntas e me dirigi até a área dos lanches. O cardápio era pouco variado, mas o local era bem conservado. Assim com as duas outras áreas do grande estabelecimento. — Quero um nacho de queijo. E um suco qualquer. Talvez morango. Sem açucar. — Pedi e olhei pra Justin, que logo fez seu pedido. Fomos até uma das poucas mesas daquela área pra esperarmos os lanches. Não sabia o que dizer, então quebrei o silêncio com uma pergunta qualquer. — Ahn… Como se sente? Fomos ótimos no palco. Nem sei como não morri de vergonha. — Comentei, logo depois, e confessei. — Eu nunca fiz isso antes.
Os holofotes não estavam mais sobre nós, sim sobre dois casais que subiram ao palco. Eles eram bons, mas eu e Blaine tínhamos insuperáveis. Acho que sempre lembrariam de nós nesse lugar. Não pude deixar de sorrir quando ele disse que tínhamos sido incríveis. Era claro que eles estava sendo modesto, ele tinha sido muito melhor do que eu, me nervosismo tinha atrapalhado um pouco. Mas o importante é que finalizamos com chave de ouro e todos do local tinham amado nossa humilde performance.
De volta ao chão, Blaine e eu nos distanciamos um pouco das pessoas e fomos parar próximo a área de boliche, a qual estava praticamente deserta, só uns dois, três casais ainda jogavam o jogo de acertar os pinos. Olho para o moreno e ele me pergunta o que eu gostaria de fazer, comer ou ir pra casa. Não estava com fome, nem um pouco, mas a noite tinha sido ótima e eu só queria passar mais um tempo com o rapaz. Mas como ele disse que não estava com fome, e poderia estar um pouco cansado, achei melhor irmos pra casa. Antes de eu dar minha resposta o garoto diz para comermos algo. Sorrio para o mesmo quando ele me puxa pelo pulso e me levou até a área dos lanches. ─ Quero o mesmo que o dele, mas o suco quero de abacaxi, com leite. ─ Fiz meu pedido para o atendente e caminhamos até umas das mesas vazias. Coloquei minha mão sobre a superfície da mesa e olhei para o moreno em minha frente. ─ Me sinto ótimo! Minha melhor noite nessa cidade, e devo isso à você… Obrigado! ─ Disse meio animado. ─ E fomos ótimos mesmo, acho que um dos melhores,e você tava incrível. ─ Não conseguia parar de sorria para Blaine. Ele era tão cativante. ─ Eu também fiquei com vergonha, mas depois fui me soltando. ─ Completei e dei uma olhada ao redor.